(#73) O êxito da CCXP 2016

No mesmo fim de semana da The Game Awards e a Playstation Experience, ambos realizados nos Estados Unidos, o maior evento nerd/geek do Brasil, realizado em São Paulo teve a missão de atrair atenção internacional, e principalmente nacional, com seu público alvo. Felizmente, o objetivo foi cumprido.

Primeiramente por conta dos painéis chamativos e bem organizados deste ano. Os elogios foram tantos que fizeram a convenção ter destaque em sites internacionais por conta deste preparo.

Depois, as atrações levadas atenderam não apenas a demanda internacional quanto a nacional. Nomes como Renato Aragão, Dedé Santana e Carlos Villagrán foram grandes adicionais para o público brasileiro presente.

Mas para o público mais hardcore, e atendendo a demanda internacional, foram notáveis as presenças de Milla Jovovich, Natalie Dormer, Neil Patrick Harris e Vin Diesel, sem contar os elencos de Shadowhunters, Sense 8 e da lice-action de Power Rangers que também agradaram o público local.

No grande espaço da convenção, cosplays de qualidade e colecionáveis para os fãs de anime, principalmente (como Dragon Ball, por exemplo). Sem contar as estátuas dos cavaleiros de ouro em tamanho real, sem dúvida um dos grandes destaques da convenção.

Claro, nem tudo é perfeito, sempre há algumas reclamações com praça de alimentação e alguns outros detalhes, mas essas reclamações são comuns entre alguns e ocorrem até mesmo na Comic Con “mãe”, em San Diego.

A CCXP 2016 ainda contou com anúncios. Um filme live-action do Pica-Pau e a segunda temporada de Luke Cage (Netflix) foram confirmadas com exclusividade na Comic Con, aumentando ainda mais o nível de confiança e credibilidade das empresas no evento.

Por tanto, é nítido o fato que as empresas já perceberam que levar suas atrações para o Brasil em dezembro num grande espaço (como a São Paulo Expo), numa cidade nerd e no fim do ano, pode significar um grande reforço de marca e fortalecimento com um público muito grande e fiel.

Há de se parabenizar a equipe de produção do evento, encabeçada por Érico Borgo, e realizada pelo Omelete Group. O site Omelete ainda fez live non-stop coverage nos 4 dias, com mais estrutura para as lives que nos anos anteriores.

Em 2017, o evento está confirmado entre dias 7 e 10 de dezembro, na mesma época. No primeiro fim de semana de dezembro, na mesma cidade e mesmo local. Mas um teste será feito com a estréia da CCXP Tour, em abril, quando o evento desembarcará em Recife, outra cidade com público nerd fiel. A ver.

(EN#50) #PSX2016 Painels Day 1 Recap

The first day of panels of the Playstation Experience 2016 yielded some interesting moments, as well as pleasant conversations among the guests, although not as revealing as usual.

On the same stage of the conference, the panel opens with Death Stranding, with Hideo Kojima, who told us a bit more about his studio and initial game. He confirmed that Norman Reedus will be the protagonist and Mads the antagonist.

Kojima showed the same TGA trailer, but with a different song from Low Roar, this time using the song “Easy Way Out”.

Kojima also revealed that he worked with a Guerrila Games engine for the development of Death Stranding, when representatives from the studio (Horizon Zero Down) joined the stage.

The presenters said that the partnership happened because Kojima had to stop working with the old engine that he was accustomed to. The reference was to Fox Engine, from Konami. It was a let-up for the Japanese company to hail from the audience on the panel.

Later, the panel of The Last of Us 2 was realized. Although it is a continuity, the history of the second game will begin 5 years after the end of the first one. Neil Druckmann, Troy Baker (Joel) and Ashley Johnson (Ellie) participated in the panel.

Druckmann, the director of the game, revealed that there were disagreements in Naughty Dog in the decision to reveal the game now on PSX or the next E3 in June. That is, the game does not come out before the end of 2017.

Ellie and Joel were well-praised at times, they said the story can not be developed without both.

(#72) PSX Dia 1: Painéis de Death Stranding e The Last of Us 2

O primeiro dia de painéis da Playstation Experience 2016 rendeu alguns momentos interessantes, além de conversas agradáveis entre os convidados, apesar de não ser tão revelador, como de costume.

Feito no mesmo palco da conferência, o painel que abriu os trabalhos foi de Death Stranding, com a presença de Hideo Kojima, que contou um pouco mais sobre seu estúdio e jogo inicial. Confirmou que Norman Reedus será o protagonista e Mads o antagonista.

Kojima mostrou o mesmo trailer da TGA, mas com uma música diferente do Low Roar, desta vez usando a canção “Easy Way Out”.

Kojima ainda revelou que trabalhou com uma engine da Guerrila Games para o desenvolvimento de Death Stranding, no momento em que representantes do estúdio (Horizon Zero Down) se juntaram ao palco.

Os apresentadores disseram que a parceria aconteceu porque Kojima teve que deixar de trabalhar com a antiga engine que estava acostumado. A referência foi para a Fox Engine, da Konami. Foi a deixa para que a empresa japonesa levasse vaias do público presente no painel.

Posteriormente, foi realizado o painel de The Last of Us 2. Apesar de ser uma continuidade, a história do segundo jogo começará 5 anos depois do término do primeiro. Neil Druckmann, Troy Baker (Joel) e Ashley Johnson (Ellie) participaram do painel.

Druckmann, o diretor do jogo, revelou que houveram divergências na Naughty Dog na decisão de revelar o jogo agora na PSX ou na próxima E3, em junho. Ou seja, o jogo não sai antes do fim de 2017.

Ellie e Joel foram bem elogiados, em alguns momentos, disseram que a história não pode ser desenvolvida sem ambos.

(EN#49) PSX 2016 Final Impressions

There was great anticipation for this afternoon in Anaheim, for coverage of the Playstation Experience 2016 and its conference that promised many new things. And, to the extent possible, they were fulfilled.

Warning: Several games have been shown, in quick frames. So here you will only enter in the main highlights.

In the beginning, a mysterious game, with an Islam walking and fighting in a dark night. It was a gameplay reveal, which was about Uncharted: The Lost Legacy. Uncharted is one of Sony’s biggest products, noteworthy that they would not drop out of hand after the end of the regular series.

After the introduction, the apex. One of the rumors was soon confirmed, and “Marvel vs. Capcom 4” soon turned into “Marvel Vs. Capcom Infinite, “in a trailer featuring iconic characters such as Iron Man and Ryu. The game comes out in 2017. In addition, the predecessor game was made available for download on PS4.

“Crash Bandicoot HD Remaster Collection” also gained official name. “N-Same Trilogy” was presented with a trailer that featured gameplay footage, showing the fully remastered game. It would be nice if, in addition to the updated graphics, we also had new stages.

Soon after, a series of games were shown quickly, almost in frames. Some highlights: With low public reception present, Knack 2 was announced with a trailer. Ace Combat 7, Horizon Zero Down and Gran Turismo Sport also gained new images.

Yakuza 6 has appeared with a trailer that forwards part of the story of the game, which will be released only in 2018. The Last Guardian, one of the most anticipated games of the year and will be out in 2 days (05/12), won its final trailer.

At this conference, it was Wipeout’s turn to win remastered collection. Three franchise games will be on the same “disc” and will return in HD in 2017. “Parappa the Reaper”, another Playstation classic, will also win remaster.

Akuma is confirmed for Street Fighter V

The conference went on at its regular level showing games for Playstation VR and Playstation Vita, with only images, without game quotes. The excitement of the public was not so effusive any more, you see.

However, in the best “Sony style”, the best is saved to the end. After a lot of coughs suspected by the hosts throughout the conference, the farewell was packed with the announcement of “The Last of Us, Part 2,” a sequel that will continue the story of the first game, coming with a reveal trailer, drawing a lot of noise.

At Sony, the standard is to have excellent beginnings and endings at your conferences. On PSX it was no different. It was a good conference, considering it’s December. But missing games: Kingdown Harts 3.0, Final Fantasy 7 Remake, Persona 5 and Shenmue 3 were even quoted.

(#71) O Show da PSX 2016

Era grande a expectativa para esta tarde em Anaheim, para a cobertura da Playstation Experience 2016 e sua conferência que prometia muitas novidades. E, na medida do possível, foram cumpridas.

Aviso: Foram vários jogos mostrados, em frames rápidos. Portanto aqui entrará apenas os destaques principais.

No início, um jogo misterioso, com uma islã andando e combatendo numa escuridão noturna. Era um gameplay reveal, que se tratava de Uncharted: The Lost Legacy. Uncharted é um dos maiores produtos da Sony, notável que eles não largariam de mão após o término da série regular.

Depois da introdução, o ápice. Um dos rumores logo foi confirmado, e “Marvel vs Capcom 4” logo se transformou em “Marvel vs. Capcom Infinite”, num trailer mostrando icônicos personagens como Iron Man e Ryu. O jogo sai em 2017. Além disso, o jogo antecessor foi disponibilizado para download no PS4.

“Crash Bandicoot HD Remaster Collection” também ganhou nome oficial. “N-Same Trilogy” foi apresentado com um trailer que contou com imagens de gameplay, mostrando o jogo totalmente remasterizado. Bom seria se, além dos gráficos atualizados, tivéssemos também novas fases.

Logo após, uma série de jogos foram mostrados rapidamente, quase em frames. Alguns destaques: Com pouca recepção do público presente, Knack 2 foi anunciado com um trailer. Ace Combat 7, Horizon Zero Down e Gran Turismo Sport também ganharam novas imagens.

Yakuza 6 apareceu com um trailer que encaminha parte da história do jogo, que será lançado apenas em 2018. The Last Guardian, um dos jogos mais esperados do ano e que sairá daqui a 2 dias (05/12), ganhou seu trailer final.

Nesta conferência, foi a vez de Wipeout ganhar coleção remasterizada. Três jogos da franquia estarão no mesmo CD e voltarão em HD em 2017. “Parappa the Reaper”, outro clássico da Playstation, também ganhará remaster.

A conferência seguiu em seu nível regular mostrando jogos para Playstation VR e Playstation Vita, apenas com imagens, sem citações. A empolgação do público já não era tão efusiva, nota-se.

Entretanto, no melhor “estilo Sony”, o melhor fica guardado para o final. Após muitas tosses suspeitas dos apresentadores durante toda a conferência, a despedida foi embalada com o anúncio de “The Last of US, Part 2”, uma sequência que irá continuar a história do primeiro jogo, vindo com um reveal trailer, arrancando muito barulho.

Na Sony é assim, o padrão é ter inícios e finais excelentes em suas conferências. Na PSX não foi diferente. Foi uma conferência boa, considerando que estamos em dezembro. Mas faltaram jogos: Kingdown Harts 3.0, Final Fantasy 7 Remake, Persona 5 e Shenmue 3 sequer foram citados.

(EN#48) The Game Awards 2016 Final Impressions

The 2016 Game of the Year was held in Los Angeles, United States, on a night that had some surprises, several awards and many emotions.

The award went as smoothly as possible, honoring Hideo Kojima, who was awarded the honorary prize in a trophy that had been stranded for more than a year, because of Konami, who did not release him for the last year’s prize.

After that, we were treated to a completely new trailer for Death Stranding, Kojima’s new game. It is not yet known what it is, but the confirmed presence of Guilhermo Del Toro and Mike Serrels were enough to bug the internet.

Still in the exciting speeches, Ryan Green thrilled everyone when he went to receive the “Games for Impact” award with the game “Dragon Quest, Cancer”, which portrays the death of a child with cancer in a family. The game is more a story than a game, but a very delicate and touching story.

Following in the speeches, the Brazilian counter-Strike player Marcelo Coldzera, crowned the best e-sport player in the world, defeating favorites like League of Legends’ Korean Faker.

Nolan North was also thrilled when he received the award for best performance, which was performed in the Uncharted 4 game. All the awards above were well deserved.

However, some prizes were at least controversial. For example, in a year of XCOM2 and the fantastic Deus Ex Mankind Divided, a DLC from The Witcher 3 (2015) won best RPG in a decision that disappointed many.

Forza Horizon 3 overtook FIFA 17, PES 2017, among others, and won as best sports game. Arguable for misrepresenting other sports games, but where racing games would fit, if fewer are released per year? It would not make sense to have an exclusive category.

Doom 2 had its due recognition. Won two awards, best sound direction and best action game. A triumphant return to one of history’s most consecrated franchises.

Street Fighter V managed to secure the award as the best fighting game, despite having been incomplete and having managed to survive so many criticisms in the rise.

Blizzard won best company because of Overwatch. It is no secret to anyone, not even to the company.

In one of the most balanced categories of the award was competing some of the best games of the year, such as Dishonored 2, winner of the action games category.

The ads for “World Premieres” were very interesting. In addition to the new game of Kojima were unseen gameplays of Zelda: Breath of the Wild (game most anticipated of 2017, without doubt), Mass Effect Andromeda, Prey, among others.

In the end, the prize for the game of the year. Despite some surprises along the way of the awards, favoritism spoke louder and Overwatch won. A great game, which has moved the multiplayer community and e-sport throughout the year, creating communities and being spoken daily for months.

In addition, it won best e-sport game and best multiplayer game.

But one has to think. It has broken a paradigm, an alternative game is elected the best of the year. In addition, a “no” single player game, with 100% focus on multiplayer. It’s time to think.

(#70) Show da The Game Awards 2016

O The Game Awards 2016 foi realizado em Los Angeles, nos Estados Unidos, numa noite que contou com algumas surpresas, várias premiações e muitas emoções.

A premiação começou da melhor forma possível, com a homenagem a Hideo Kojima, que recebeu o prêmio honorário, num troféu que estava encalhado há mais de um ano, por culpa da Konami, que não o liberou para a última premiação.

Depois disso, fomos brindados com um trailer completamente inédito de Death Stranding, novo jogo de Kojima. Não se sabe ainda de que se trata, mas as confirmadas presenças de Guilhermo Del Toro e Mike Serrels foram suficientes para mexer com a internet e agradar ao público.

Ainda nos discursos emocionantes, Ryan Green emocionou a todos quando foi receber o prêmio de “Games for Impact”, com o jogo “Dragon Quest, Cancer”, que retrata da morte de uma criança com câncer numa família que se perde. O jogo é mais uma história que propriamente um jogo, mas uma história muito delicada e tocante.

Seguindo nos discursos, o do brasileiro Marcelo Coldzera, jogador de Counter-Strike, coroado como melhor jogador de e-sport do mundo, derrotando favoritos como o coreano Faker, de League of Legends. A votação foi popular, mas todo o mérito para Coldeza é válido. Só uma correção quanto a seu discurso, jogar videogames nunca é “perda de tempo” amigo.

Nolan North também se emocionou quando foi receber a premiação de melhor performance, que foi executada no jogo Uncharted 4. Todas as premiações acima foram merecidas.

Entretanto, algumas premiações foram no mínimo polêmicas. Por exemplo, num ano de XCOM2 e do fantástico Deus Ex Mankind Divided, uma DLC de The Witcher 3 (2015) venceu como melhor RPG, numa decisão que desapontou a muitos.

Forza Horizon 3 desbancou FIFA 17, PES 2017, dentre outros, e ganhou como melhor jogo de esportes. Discutível por se desvirtuar dos demais jogos esportivos, mas onde jogos de corrida se encaixariam, se poucos são os lançados por ano? Não faria sentido uma categoria exclusiva.

Doom 2 teve seu reconhecimento devido. Venceu dois prêmios, melhor direção de som e melhor jogo de ação. Um retorno triunfante para uma das mais consagradas franquias da história.

Street Fighter V conseguiu assegurar a premiação como melhor jogo de luta, apesar de ter vindo incompleto e ter conseguido sobreviver a tantas críticas no alçamento.

Blizzard ganhou como melhor empresa, por causa de Overwatch. Não é segredo para ninguém, nem mesmo para a empresa.

Numa das categorias mais equilibradas da premiação estava concorrendo alguns dos melhores jogos do ano, como por exemplo Dishonored 2, vencedor da categoria jogos de ação/.

Os anúncios de “World Premieres” foram bem interessantes. Além do novo jogo de Kojima foram mostradas gameplays inéditas de Zelda: Breath of the Wild (jogo mais esperado de 2017, sem dúvidas), Mass Effect Andromeda, Prey, dentre outros.

No fim, o prêmio para o jogo do ano. Apesar de algumas surpresas ao longo do caminho da premiação, o favoritismo falou mais alto e Overwatch venceu. Um grande jogo, que movimentou a comunidade multiplayer e e-sport durante todo o ano, criando comunidades e sendo falado diariamente por meses. Além disso, venceu melhor jogo de e-sport e melhor jogo de multiplayer.

Mas, há de se pensar. Quebrou-se um paradigma, um jogo alternativo é eleito o melhor do ano. Além disso, um jogo “sem” single player, com foco 100% no multiplayer. É tempo de se pensar.